Radioterapia

Tire suas dúvidas

  • O que é?

    Ao lado da cirurgia e da quimioterapia, a radioterapia é uma das três formas para tratar câncer com resultado cientificamente comprovado. Metade das pessoas com a doença são atendidas com técnicas de radiação, associadas ou não a outros métodos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

  • Como funciona?

    A radioterapia é um tratamento com radiação de alta energia que tem capacidade de modificar a estrutura química da célula, matando-a. A intenção é atingir o tumor com feixes a partir de várias direções, de forma que a carga máxima o englobe. A medicina conhece a dose adequada para destruir cada tipo de tumor. Ao aplicá-la em ângulos diferentes, o tecido sadio é protegido, impedindo que o limite de tolerância seja extrapolado.

    São cinco as modalidades de tratamento, e seu uso depende do quadro de saúde da pessoa.

    • Neoadjuvante
    Destinada a diminuir o volume do tumor para facilitar a operação, possibilitar a preservação de um órgão e permitir uma cirurgia menos abrangente. É utilizada para tratar tumores de reto, partes moles e outros.

    • Adjuvante
    Procedimento adotado após tratamento de quimioterapia ou cirurgia. Esta modalidade é aplicada em regiões da cabeça e do pescoço, no útero, no pulmão, no esôfago, no sistema nervoso central, na mama e no estômago.

    • Concomitante
    A radioterapia é utilizada junto com a quimioterapia, em situações como tumor de cabeça, do cérebro, do pescoço e do esôfago, entre outros.

    • Curativa
    O objetivo é ofertar dose de radiação curativa. A radioterapia é considerada a principal arma no combate ao câncer, podendo ser associada à quimioterapia ou utilizada em casos nos quais a cirurgia não é possível ou muito arriscada para o  paciente. Aplicada em regiões da cabeça e do pescoço, em tumores de útero, do canal anal, do pulmão, do esôfago e do sistema nervoso central ou até mesmo quando o tumor é detectado em seu estágio inicial, como única modalidade de tratamento.

    • Paliativa
    Tem a função de melhorar a qualidade de vida do paciente, proporcionando alívio da dor e redução do sangramento.

  • A radioterapia pode atingir as células normais?

    Sim. Porém, as células sadias têm capacidade de regeneração, ao contrário do que ocorre com as cancerígenas. A radioterapia moderna, feita com técnicas precisas, permite que sejam depositadas doses elevadas nos tumores, ao mesmo tempo em que os órgãos próximos são preservados.

  • É seguro manter relações sexuais durante o tratamento?

    Sim. O paciente que está fazendo radioterapia não fica carregado de radiação. É o mesmo que fazer um raio-x comum, porém com mais energia. De todo modo, é fundamental orientar-se com seu médico antes de retomar as atividades sexuais.

  • Quais são os benefícios do tratamento?

    O principal benefício é a cura. Trata-se de uma modalidade de tratamento bastante eficaz e que tem por objetivo fazer com que a doença desapareça ou permaneça sob controle, melhorando a qualidade de vida do paciente. As aplicações diminuem o tamanho do tumor, o que alivia a compressão de órgãos e de nervos, reduz hemorragias, dores e outros sintomas.

  • Crianças podem ter contato com pessoas que fazem a radioterapia?

    Sim. Não há contaminação pela radiação. É imprescindível manter as relações familiares que, inclusive, contribuem para o sucesso do tratamento.

Radiocirurgia Estereotáxica

É uma técnica indicada para tratar tumores pequenos. Pode ser usada para câncer primário de pulmão e também para a metástase em pulmão, fígado, linfonodos, coluna e outros órgãos. Esse tipo de radioterapia e feito num tempo menor do que a convencional. Equipamentos especiais são utilizados para atingir o alvo com precisão. A técnica é conhecida também por outros nomes: Radioterapia estereotáxica corporal, Radiocirurgia extracraniana, Radioterapia extracraniana e Radioterapia estereotáxica ablativa.